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FLÁVIO LISBOA (Serpro-ct): “compartilhamento de conhecimento é uma das características intrínsecas do software livre”

publicado: 29/10/2018 15h09 última modificação: 30/10/2018 11h49

“O que representa, para o Serpro, o evento FTSL: é uma oportunidade das duas instituições cooperarem e compartilharem conhecimento tecnológico não somente sobre software livre, mas também sobre hardware livre, pois o evento também contou com palestras e cursos sobre isso e, na verdade, ele tem se desenvolvido não somente com software, mas também hardware. Como o compartilhamento de conhecimento é uma das características intrínsecas do software livre, essa é uma característica também do evento” declarou Flávio Lisboa, coordenador do Comitê de Software Livre do Serpro Curitiba, que participou do X Fórum de Tecnologia em Software Livre, no campus Curitiba, semana passada. Lisboa continua: “ É uma oportunidade das duas instituições cooperarem, no sentido de compartilhar o seu conhecimento tecnológico e de reunir pessoas de fora das duas instituições, e todos os participantes saírem beneficiados”.

O X Fórum fez parte da programação da Semana Technologica – Semana Acadêmica de Eletrônica e Informática, que lotou vários espaços das sedes Centro e Ecoville com palestras, oficinas e minicursos envolvendo os diferentes caminhos a que a Tecnologia conduz. O Serpro - Serviço Federal de Processamento de Dados – foi parceiro do Fórum, participando ativamente das atividades.

Representando o comitê de Software Livre do Serpro, Flavio Lisboa apresentou a importância do evento unindo instituições federais preocupadas em gerar o bem comum: “A partir da obtenção de novas ideias e de conhecimento necessário para resolver os seus problemas,  e especificamente tratando-se de instituições federais, um ponto a destacar é a racionalização dos recursos.  Ambas instituições têm que trabalhar no cenário de recursos limitados, até pela questão de atender o princípio de eficiência pública, pensando no contribuinte que paga seus impostos para obter um serviço de qualidade.   O software livre ajuda nesse sentido; ele, primeiro, não tem o custo de licenciamento, então já determina uma economia, no sentido de não ter que gerar custos com licenças. O mais importante é a possibilidade de você modificá-lo, de alterá-lo e tornar adequado à sua necessidade”.

 Na entrevista à ASCOM-ct, Flávio fala sobre a diversidade na importação de produtos em tecnologia e o problema que representam esses produtos, por serem construídos para realidades diferentes da brasileira; nesse sentido, exige “um trabalho enorme pra torná-las adequadas, então, além de gastar comprando sistemas extremamente grandes, ainda tem que gastar pra ajustá-lo para o seu uso”.

E conclui, em defesa ao software livre: “No software livre, não se gasta com licenças, você tem a possibilidade de criar uma ferramenta adequada, você usa o que é necessário, tira o que você não precisa. Você sabe o que ela (ferramenta) faz, sem ter uma caixa preta que você não sabe como funciona. É não ficar dependente de um fornecedor, às vezes, numa situação constrangedora de chantagem por você querer negociar o contrato e não ter como mudar a ferramenta sem depender do fornecedor”.