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Guimarães Rosa na Alemanha

Professor Zama Nascentes, do DALIC - campus Curitiba, está em Berlim pela Fundação Alexander von Humboldt, em projeto sobre o escritor brasileiro
publicado: 07/08/2018 19h04 última modificação: 07/08/2018 19h04

O campus Curitiba participa do Projeto "Guimarães Rosa und Meyer-Clason: Deutsch-brasilianischer Diskurs um Literatur und Zusammen Lebens Wissen", uma parceria entre a Universidade Federal do Paraná e a Universidade de Potsdam. O professor Zama Caixeta Nascentes, do Departamento Acadêmico de Linguagem e Comunicação, foi convidado a participar do projeto pelo professor Paulo Soethe, do Setor de Alemão, da UFPR. Zama, Doutor em Literatura pela Universidade Federal do Paraná, recebeu apoio da Fundação Alexander von Humboldt, da Alemanha.

O objeto pesquisado é o acervo de Curt Meyer-Clason, tradutor de Guimaraes Rosa, Graciliano Ramos, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Autran Dourado, Nelida Pinon, Jorge Amado, dentre outros brasileiros, latino-americanos (Gabriel Garcia Marques, por exemplo) e portugueses (Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco).  A maioria do material está em alemão, as cartas com João Cabral de Mello Neto é uma das exceções, como também jornais brasileiros e portugueses contendo críticas literárias e notícias sobre escritores.

O projeto integra a correspondência de Meyer-Clason com autores traduzidos, editoras, instituições governamentais, revistas culturais; recortes de jornais com notas de imprensa e crítica literária, participação em programas de Rádio e TV. “A execução do Projeto traz o desafio de, diante de sua extensão e diversidade e no curto tempo que dispomos para examiná-lo, formular uma hipótese de pesquisa, testar sua validade, reformulá-la e, em se confirmando, continuar aberto a diversidade do acervo - de acesso restrito: não pode ser escaneado, nem fotografado -, a fim de se otimizar o tempo em que ele se encontra a nossa disposição”, informa o professor.

No âmbito institucional, Zama Nascentes acredita que “realizar essa pesquisa qualifica-me mais como professor da Universidade Tecnológica Federal. Primeiro, por seu caráter de Internacionalização, do pesquisador, deslocado para outro ambiente universitário, e da Literatura. Ao manusear o acervo, compreendo a Literatura; ao trabalhar no Instituto e visitar a Universidade de Potsdam, experiencio, na pele e no ouvido, os diversos agentes culturais sobre linguagem, tradução e o que liga linguagem literária e nacionalidade (a Literatura Brasileira se abre a expor a brasilidade?)”. Ele ressalta ainda a relação do seu trabalho com os elementos de Tecnologia “do aspecto mais palpável, em textos datilografados, copias de carta e de artigos de Meyer-Clason em papel carbono, cartas manuscritas, postais e fotos com dedicatórias, ao mais teórico (relações entre Literatura e Comunicação - cinema, rádio, eventos, publicidade, jornalismo; Literatura e Mercado Editorial; e Literatura e leitor habituado as novas mídias”.