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Ampliado número de alunos em programas de mobilidade da UTFPR

Internacional

publicado: 16/10/2019 09h10 última modificação: 22/10/2019 12h30
Exibir carrossel de imagens Foto do egresso Felipe Freitas | Foto: Divulgação

Foto do egresso Felipe Freitas | Foto: Divulgação

A UTFPR aumentou a participação de estudantes em programas de mobilidade internacional. Entre 2018 e 2019, o número de alunos em processo de Dupla Diplomação foi de 142 para 203. No mesmo período, o índice de discentes em Mobilidade foi de 95 para 105 e em outros programas de 14 para 21.

O diretor de relações interinstitucionais Mauricio Mendes explica “os números cresceram principalmente por termos conseguido ampliar a assinatura de novos acordos, junto com as equipes nos câmpus. A ampliação também pode ter sido facilitada porque simplificamos o processo de inscrição”.

Para o Mendes, os programas internacionais da Universidade resultam em trabalhos e projetos científicos em colaboração com instituições estrangeiras e complementam a formação dos alunos. “A ideia é firmar mais acordos e estabelecer novas parcerias, não apenas para obter mais visibilidade no mundo, mas também para possibilitar conexões e oportunidades para estudantes, professores e pesquisadores”, diz.

Para entender melhor como é participar desses programas internacionais da Instituição, conversamos com dois egressos da UTFPR. Confira:

 

De Benim para o Brasil

Foto da egressa Floriane Kpanou | Foto: DivulgaçãoA aluna Floriane Kpanou veio de Benim para a o Brasil, por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). Ela chegou a iniciar os estudos em Engenharia na Escola Politécnica de Abomey-Calavi em 2011, mas decidiu estudar no Brasil após saber do programa. “Cheguei ao Brasil em 2012. Passei o ano aprendendo português e consegui obter o certificado de proficiência na língua. Então, em 2013, entrei para a UTFPR”, conta.

A decisão para Floriane vir para a Instituição brasileira não foi fácil. “Minha família era contra. Tive que me manter firme e não mostrar nenhum tipo de arrependimento ou fraqueza para evitar o cancelamento da viagem”. Em 2018, a discente concluiu o curso de Engenharia Elétrica da Instituição com a proposta de um modelo de análise dos recursos energéticos para suprir a demanda de energia de grupos rurais isolados. “O propósito foi inspirar novas análises para ajudar a atender as necessidades elétricas das comunidades africanas”.

Após terminar a graduação, Floriane voltou para Benim e, logo em seguida, iniciou o mestrado na França. “A experiência na UTFPR me ajudou a descobrir a minha paixão, definir meus objetivos e planejar minha carreira. Também me concedeu uma base sólida para não deixar nada me atrapalhar”, afirma a aluna.

 

Do Brasil para a Alemanha

Outro ex-aluno é o Felipe Freitas, que estudou Engenharia Mecânica na UTFPR e foi estudar na Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha. Ele disse que foi um desafio cursar muitas matérias em alemão. “Além de você ter que assimilar a matéria, tem que entender a língua. Isso requer muita dedicação, esforço e resiliência”, detalha.

Após superar as dificuldades com a língua alemã, o egresso contou que as oportunidades começaram a se abrir durante o intercâmbio. “Depois de quatro meses de busca e de receber muitos ´nãos´, consegui um estágio na área de planejamento de fabricação de motores à combustão na Audi. Foi uma experiência profissional incrível e inesquecível”.

Com essa bagagem, Felipe recebeu uma carta de recomendação, o que o levou a mais estágios e ao primeiro emprego. “Com a experiência no Brasil somada a do intercâmbio, eu consegui meu emprego atual na Alemanha, em uma multinacional de serviços de engenharia”.

Felipe ainda comenta que pensa em retornar ao meio acadêmico para se aprimorar. “Acho importante a contínua formação, pois percebo que tem mudanças acontecendo em uma velocidade cada vez mais rápida. Por exemplo, na área automotiva, o investimento não está mais em carrocerias ou motores a combustão, mas sim no campo digital, na automação e na eletrificação”, diz Felipe.

Para ele, a constante capacitação é algo essencial para não ficar desatualizado. “Se não nos atualizarmos, nos tornamos obsoletos ou sem perspectiva de crescimento profissional”, conclui.