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Fica pronto o protótipo da máscara feita de material biodegradável

Covid-19

publicado: 09/09/2020 12h30 última modificação: 10/09/2020 10h39
Protótipo desenvolvido por pesquisadores da UTFPR (Foto: acervo pessoal)

Protótipo desenvolvido por pesquisadores da UTFPR (Foto: acervo pessoal)

Ficou pronto o protótipo do projeto para produção de máscaras biodegradáveis por meio da utilização de nanofibras à base de acetato de celulose obtidas pela técnica de eletrofiação. A pesquisa foi desenvolvida no Câmpus Londrina, no projeto  "Desenvolvimento de máscara para retenção de vírus presentes no ar a partir de nanofibras biodegradáveis à base de acetato de celulose".

O projeto foi um dos contemplados no edital da UTFPR para projetos de combate ao Covid-19, em abril deste ano, e é coordenado pela professora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA) dos câmpus Londrina e Apucarana, Leila Droprinchinski Martins. As pesquisas contam com a participação da pesquisadora Daniela Sanches de Almeida, doutoranda em Engenharia Química na Universidade Estadual de Maringá (UEM), além de alunos do Câmpus Londrina, Roberta dos Santos e Iara da Silva. Os laboratórios de análise em Poluição do Ar (LAPAR) e o Laboratório de Nanomateriais Aplicados, ambos da UTFPR, foram os locais escolhidos para o desenvolvimento do projeto.

Segundo a pesquisadora Leila Martins, a máscara tipo PFF2 (Peça Semifacial Filtrante) ou tipo N95, desenvolvida com material biodegradável por meio da utilização de nanofibras à base de acetato de celulose obtidas pela técnica de eletrofiação, foi submetida a vários ensaios, dentre os quais foi observado que as nanofibras se mostraram mais adequadas para o desenvolvimento de máscaras do tipo cirúrgica.

Foram realizados testes de eficiência de retenção no laboratório Falcon Bauer, via termo de colaboração com a empresa Delta Plus, e os resultados indicaram que as cirúrgicas são iguais ou superiores a uma máscara tipo PFF2. Elas foram confeccionadas pelo processo de prensagem térmica, com três camadas e utilizado, como meio filtrante, as nanofibras biodegradáveis que possuem efeito biocida. Amostras do material das máscaras (TNT hospitalar+nanofibras+TNT hospitalar) ainda estão sendo testados no laboratório de têxteis do Instituto de Pesquisas Tecnológicas para verificação de atendimento de respirabilidade de acordo com a norma brasileira, NBR 15052.

As pesquisadoras já informaram que a tecnologia está disponível para transferência e produção em escala industrial.

Paralelamente, o projeto já resultou em uma proposta submetida à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com a empresa Dental Datha, para o desenvolvimento e a produção comercial de máscaras de tripla camada com o meio filtrante de nanofibras.

“Nesse desenvolvimento pretende-se utilizar resíduos de processo industrial à de base de acetato de celulose como matéria-prima para obtenção das nanofibras (meio filtrante), além de material biodegradável de origem natural para as outras camadas, visando produzir máscaras quase 100% biodegradáveis, eficientes, de baixo custo e de materiais na maioria de fontes renováveis”, explica.

Na proposta, estão envolvidos, além de Leila, os pesquisadores Daniela S. de Almeida (DEQ/UFSCar) e Fábio Scacchetti (Câmpus Apucarana).

Quem quiser mais informações, pode entrar em contato com a professora pelo email leilamartins@utfpr.edu.br.