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Pesquisadores criam câmara para desinfecção de máscaras N95

Covid-19

publicado: 08/05/2020 12h44 última modificação: 14/05/2020 10h58
Exibir carrossel de imagens Com a câmara, a vida útil destas máscaras aumenta em até três vezes (foto: Freepik)

Com a câmara, a vida útil destas máscaras aumenta em até três vezes (foto: Freepik)

As máscaras de modelo N95 são de uso apenas profissional, descartáveis e já estão em falta no mercado devido a pandemia da Covid-19. Para aumentar a vida útil de utilização delas, pesquisadores desenvolveram uma espécie de câmara de desinfecção. O objetivo é que elas sejam esterilizadas após o uso, aumentando em até três vezes a sua utilização.

O novo equipamento desenvolvido pela Universidade, em parceria com pesquisadores da UFPR, faz a esterilização das máscaras por meio de radiação ultravioleta. Uma câmara com lâmpadas germicidas emite radiação, a qual inativa materiais genéticos e, em consequência, acaba matando o vírus.

O projeto foi criado pelo professor do Departamento Acadêmico de Química e Biologia (DAQBI) do Câmpus Curitiba, Marcus Vinícius de Liz, após receber a demanda da Unidade de Pronto Atendimento do município de Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba), que apresentava dificuldades em adquirir máscaras N95 para as Unidades de Saúde do Município. A médica local, Joseline Micheleto, apresentou o problema e, ao lado de Joicy Micheletto, que realizou seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental do DAQBI, trabalhando com processos envolvendo o uso da radiação para tratamento de água e desinfecção, trouxeram o desafio ao professor Marcus Liz.

De acordo com o professor, o método de esterilização também é eficaz contra 99,9% de outros três tipos de vírus da gripe e também de agentes infecciosos similares ao novo coronavírus. “para garantir a desinfecção, ainda estamos usando uma quantidade de energia UV muito maior do que já foi utilizada em outros trabalhos dessa natureza”, explica o professor.

A primeira câmara de desinfecção de máscaras foi entregue para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Fazenda Rio Grande. Segundo o professor, foram mais de 30 pedidos de informações de Secretarias Regionais de Saúde, Secretários de Saúde de diferentes Municípios do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, além de Hospitais e UPAs.

As primeiras 22 câmaras já estão sendo confeccionadas e devem ser entregues a partir da metade da próxima semana. Segundo o pesquisador, já estão com encomendas para o Hospital Geral de Carapicuíba (SP), Lapa, Campo Largo, São José dos Pinhais, Castro, Matinhos, Ponta Grossa,  Hospital da Polícia Militar, Paranaguá, Pinhais, Vera Cruz do Oeste, Contenda, Hospital Infantil Joana Gusmão (SC), UPA da Cidade Industrial de Curitiba e Hospital Nossa Senhora da Luz.

“Além disso, estamos desenvolvendo uma câmara para atendimento de pequenas capacidades para consultórios odontológicos, por exemplo, com capacidade para cinco mascaras por dia”, afirma Marcus Liz.

As pesquisas contam com a colaboração do professor da UFPR, Patrício Zamora, que concedeu instrumentos de medida de radiação. O Laboratório de Análise de Minerais e Rochas (Lamir) da UFPR, também disponibilizou a infraestrutura para análises de possível degradação dos materiais constituintes das máscaras.