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Aluna cria coletor de bitucas de cigarro para destinação correta

Meio ambiente

publicado: 28/01/2019 09h47 última modificação: 28/01/2019 09h47
Coletora de bitucas desenvolvida por aluna da UTFPR

Coletora de bitucas desenvolvida por aluna da UTFPR

Para diminuir os efeitos ambientais causados por resíduos de bitucas de cigarro descartadas indevidamente, a aluna do curso de Engenharia de Produção do Câmpus Medianeira, Larissa Jennifer de Oliveira Ramos, desenvolveu um projeto que prevê a instalação de coletores de bituca e, em seguida, o recolhimento para destinação correta deste material. O projeto foi orientado pelo professor do Departamento de Ciências Biológicas e Ambientais, Agostinho Zanini. 

Segundo Larissa, a ideia começou ao observar a quantidade de pontas de cigarro deixadas pelos fumantes, nos locais destinados a este público no Câmpus Medianeira.

A partir desta observação, foram instalados coletores para a recolha das bitucas nas dependências do Câmpus e em outros ambientes que concentram fluxo intenso de fumantes, como a Estação Rodoviária Municipal, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), além de locais como Frimesa, Enjoy Bar e Maddog, na cidade de Medianeira.

As bitucas descartadas nos coletores são encaminhadas à compostagem, juntamente com materiais orgânicos similares, folhas, resíduos domiciliares, resíduos de aves e terra, para futuras pesquisas.

“O projeto ainda proporciona benefícios econômicos, devido à redução de gastos com limpeza, promove a preservação ambiental e contribui para um futuro sustentável e saudável”, afirma Larissa.

Para o professor, o tempo de composição de uma bituca de cigarro descartada incorretamente pode atingir até cinco anos, principalmente se for jogada no asfalto ou em calçadas. “Além disso, a bituca é altamente tóxica, nociva, não biodegrável e contém mais de 4,7 mil substâncias que prejudicam e contaminam solo, rios e córregos, além de provocar incêndios e danos irreparáveis ao meio ambiente”, finaliza o professor Agostinho Zanini.