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Pesquisa estuda uso da curcumina na indústria de alimentos

Corante natural

publicado: 26/11/2019 09h24 última modificação: 26/11/2019 18h26
Imagem: Freepik

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Um estudo com a curcumina está sendo realizado no Câmpus Campo Mourão para sua aplicação como corante natural. A curcumina tem a coloração alaranjada e é o pó extraído da raiz da cúrcuma. Os trabalhos do grupo de pesquisa vêm desenvolvendo aditivos não tóxicos através de nanotecnologia e avaliam a toxicidade das nanopartículas de curcumina encapsuladas em materiais já utilizados na indústria de alimentos.

Para não realizar os ensaios de toxicidade em espécies de mamíferos como ratos e camundongos, os testes foram feitos em moscas-da-fruta (Drosophila melanogaster) e indicaram que as nanopartículas são seguras, com baixíssima toxicidade.

O estudo faz parte da dissertação de mestrado da aluna Patrícia Aparecida Macário Borsato, do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Alimentos (PPGTA), orientada pelos professores Rafael Porto Ineu e Odinei Hess Gonçalves. O trabalho conta ainda com a participação dos estudantes de iniciação científica Letícia Cremonesi Ganacin e Pâmella Gabriela Gollin Aires e da professora Fernanda Vitória Leimann.

Segundo o orientador Rafael Ineu, o processo de encapsulação aumenta a afinidade da curcumina pela água, uma vez que ela é um composto hidrofóbico, ou seja, pouco solúvel em água. A técnica permite que a curcumina substitua os corantes artificiais usados atualmente pela indústria, principalmente em alimentos para o público infantil, mais suscetível aos efeitos maléficos desses compostos artificiais.

“O nosso grupo de pesquisa já vem trabalhando com a curcumina há algum tempo e os resultados são bem interessantes, tanto na parte farmacológica quanto na parte alimentícia. Inclusive já existe uma patente depositada junto ao INPI de um produto tecnologicamente viável”, explica Ineu.

O trabalho, intitulado Nanotoxicity of curcumin-polycaprolactone in Drosophila melanogaster, recebeu o título de menção honrosa no XXI Congresso Brasileiro de Toxilogia (Brazilian Congress of Toxicology - CBTox) e XV TIAFT (Latin-American Regional Meeting), realizado em Águas de Lindóia (SP), em outubro. 

A defesa da dissertação da mestranda Patrícia Borsato deve acontecer no início do próximo ano.