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Medidor de bem-estar de aves recebe patente de invenção

Dois Vizinhos

Equipamento identifica a pressão da ponteira do aparelho na pata das aves
publicado: 06/04/2021 21h45 última modificação: 09/04/2021 10h55
Foto: Freepik

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Com um medidor de bem-estar de aves, a UTFPR recebe mais uma carta de patente de invenção neste ano de 2021. O projeto é da professora do Câmpus Dois Vizinhos, Angélica Signor Mendes. Ela desenvolveu um equipamento que funciona como um medidor de bem-estar de aves em produção. Ele é instalado no coxim plantar (pata) das aves e mensura o nível de dor dos animais.

“É um equipamento portátil, pequeno, de fácil manuseio para ser usado no campo, em laboratórios de pesquisas, universidades e empresas do setor”, explica a professora.

Com uma tabela correspondente, o equipamento identifica, de forma fácil e com precisão, a pressão da ponteira do aparelho no lado inferior da pata das aves. Essa pressão é convertida para nível de dor ou bem-estar.

“Ou seja, quanto mais alta a pressão da ponteira que a ave suporta sem espontaneamente retirar sua pata do aparelho, maior é o nível de bem-estar locomotor que a mesma se encontra, pois demorou a sentir a dor (não estava lesionada)”, completa a pesquisadora Angélica.

Os estudos que resultaram no equipamento tiveram início em 2011, com a aprovação de Bolsa Pesquisador no CNPq. Para a testagem em campo e montagem do protótipo, a pesquisa contou com o apoio da empresa InoBram Automações LTDA, de Pato Branco. Além disso, o projeto teve participação dos pesquisadores Cléverson Faustino Brandelero e Leonel Biederman Inocêncio , demais bolsistas de Iniciação Científica da UTFPR e estudos da dissertação de mestrado de Rosana Refatti Sikorski, do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia do Câmpus.

A patente de invenção está registrada no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi) com o número BR 102015000300-5. A validade da patente é de 20 anos.


Patentes
Em 2021, a UTFPR recebeu outras três cartas patentes de invenção do INPI. Elas são de pesquisadores e egressos do Câmpus Curitiba na área de Eletrônica.

Uma é um processo para medição passiva de transdutores remotos via acoplamento indutivo, do professor Paulo Abatti e do egresso da graduação e da pós-graduação stricto sensu Marcos Hara. A validade da patente é de 10 anos.

A outra é um sistema de gerenciamento remoto de energia com o docente Luciano Scandelari, os egressos da graduação Eduardo Lippmann, Henrique Gubert e Lucas de Lara. A validade da patente é de 20 anos.

A terceira é o Sistema Registrador de Consumo para Avaliação de Eficiência Energética composto por redes de sensores cabeados, integradas por radiofrequência em ambientes com blindagem eletromagnética, do professor Fernando Castaldo. A validade da é de 20 anos.