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Pesquisa auxilia produtores de frutas com a diminuição de perdas na produção

Sustentabilidade

publicado: 14/11/2017 11h33 última modificação: 05/12/2017 17h31
Estufa instalada na casa de um produtor da Região

Estufa instalada na casa de um produtor da Região

Um trabalho desenvolvido por pesquisadores de órgãos que integram a Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (Umiptt), coordenado por uma professora da UTFPR, está auxiliando produtores de frutas da região sudoeste do Paraná. O benefício surgiu a partir da construção de um secador solar de frutas para estimular a produção de frutas desidratadas com um baixo custo de investimento. Atualmente, há uma perda no processo de produção de frutas in natura, já que parte delas não são viáveis para o mercado, mas que podem ser comercializadas de outras formas, como as frutas secas.

A energia solar é uma das opões para a produção das frutas secas. O secador solar utiliza baixo capital inicial. Além de ser considerada uma fonte limpa pode facilitar o acesso de pequenos produtores no processamento industrial de frutas.

O projeto que será desenvolvido em seis fases conta com uma equipe multidisciplinar e de vários órgãos de fomento e de pesquisa. A coordenadora da pesquisa, professora do Câmpus Francisco Beltrão, Camila Di Domenico, explica que as frutas são expostas diretamente à radiação, dentro de uma caixa com uma certa inclinação em relação ao sol, com um vidro transparente e aberturas para entrada do ar seco e remoção do ar úmido. “Todos os procedimentos para a construção e implementação das estufas solares são difundidos por meio de cursos e palestras nas propriedades rurais, bem como por meio de cadernos explicativos”, afirma Camila.

A produtora Beatriz de Oliveira Meira conta que tem vários pés de frutas em sua propriedade e entrega para a merenda escolar, comercializa na feira da universidade e nos mercados do município. “Mesmo assim muitas frutas acabam indo fora, foram quase mil quilos de vergamota fora. Agora com certeza vamos diminuir o prejuízo, secando e comercializando”, contou Beatriz.

Etapas do projeto

Atualmente quatro bolsistas do curso de Engenharia Ambiental atuam no projeto. Em um primeiro momento uma equipe formada por bolsistas e pesquisadores realizou um levantamento em 12 propriedades das principais frutas plantadas. Após a pesquisa da melhor forma de desidratação destas frutas, o grupo montou uma cartilha com os passos para a construção da estufa e do processo correto de secagem. “Fizemos um dia de campo e montamos uma estufa lá na propriedade para que eles pudessem acompanhar o passo a passo e caso queiram, montem outras estufas”, contou Camila.

Os bolsistas estão visitando as propriedades para dar o suporte necessário nestas primeiras etapas, além de construir novos secadores na própria universidade. Também será feito um levantamento nutricional dos produtos pela professora da Unioeste, Rose Mary Helena Quint Silochi, o que irá agregar o produto final e facilitar a entrada das frutas secas no mercado.