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Pesquisa identifica espécies botânicas em bosque do Câmpus

Medianeira

publicado: 05/04/2019 08h52 última modificação: 05/04/2019 08h52
Professora Carla com um de seus alunos analisando uma das espécies do bosque

Professora Carla com um de seus alunos analisando uma das espécies do bosque

Uma pesquisa desenvolvida pelos alunos de Engenharia Ambiental do Câmpus Medianeira, Aline Lujan da Silva e Matheus Damasio Thrun, resultou no inventário florestal do bosque da universidade. A área é de 5500 m2, é remanescente da Mata Atlântica e está localizada nas proximidades da instituição, com o propósito de gerar subsídios a projetos de restauração ambiental e educação ambiental.

Os alunos identificaram e mediram 353 árvores de 60 espécies, pertencentes a 26 famílias botânicas. Com isso, foi possível mensurar o índice de diversidade biológica do parque, tão importantes para conservação ambiental e manutenção de espécies nativas da flora regional, como a peroba-rosa, figueira, cedro, angico, canela, louro-pardo e jacaratiá.

Além disso, os resultados contribuirão para a conservação da fauna existente, uma vez que os animais que vivem no bosque usam o local para repouso, alimentam-se dos frutos de 70% das espécies nativas e, com isso, contribuem para a regeneração florestal, através do descarte e distribuição de sementes, após o consumo.

A pesquisa foi orientada pelas professoras Carla Daniela Câmara e Larissa Sabbi. Carla explicou que o grupo pretende transformar o bosque em um laboratório ao ar livre. “Nosso próximo passo é a elaboração de uma trilha interpretativa, dentro do bosque, para visitação e estudos dos alunos. Assim, o local pode ser considerado um laboratório ao ar livre, para o ensino de Ciências, Ecologia, Botânica, Zoologia e disciplinas afins, por meio do contato com distintas características do ecossistema florestal”, completa.

O trabalho também contou com a orientação do pesquisador do Instituto Florestal de São Paulo, Roque Cielo Filho, responsável pela identificação das espécies.