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Pesquisa sobre os mirtrons via abordagens computacionais é selecionada

Melhores do País

publicado: 23/05/2019 09h09 última modificação: 24/05/2019 08h30
Professor Alexandre Paschoal, aluno Bruno Fonseca, e o professor Fabio da Rocha Vicente, durante a Banca do programa

Professor Alexandre Paschoal, aluno Bruno Fonseca, e o professor Fabio da Rocha Vicente, durante a Banca do programa

Uma dissertação do Programa de Pós-Graduação em Bioinformática (PPGBIOINFO) do Câmpus Cornélio Procópio foi escolhida como uma das dez melhores do País para ser apresentada no XXXII Concurso de Teses e Dissertações da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), na categoria Dissertações de Mestrado, que acontecerá de 14 a 18 de julho, em Belém (PA). No total, o concurso recebeu 62 submissões (30 teses de doutorado e 32 dissertações de mestrado). Dessas, 10 dissertações e 6 teses foram as escolhidas.

O trabalho da UTFPR, Câmpus Cornélio Procópio, é o “Modelagem, integração e análise exploratória de dados públicos de Mirtrons”, do então aluno Bruno Henrique Ribeiro da Fonseca, orientado pelos professores Alexandre Rossi Paschoal e Douglas Silva Domingues.

Mirtrons são uma subclasse de mRNA (pequenas RNAs - ácido ribonucleico) - que possuem a função de regulação celular. Ele controla os mRNAs (RNAs mensageiros) que são os RNAs que serão traduzidos em proteínas. Em outras palavras, ele faz um controle das potenciais proteínas na célula. Desse modo, ao compreender melhor sobre o mRNA/mirtron, pode-se entender como os processos biológicos são controlados ou regulados, entender doenças, metabolismo básicos e qualquer mecanismo biológicos para aplicações biotecnológicas, médicas ou afins.

Segundo o orientador, professor Paschoal, o genoma humano tem cerca de 3 GB de letras. “Então, efetuar uma busca de mMirtrons seria como procurar uma agulha no palheiro. A bioinformática, via métodos computacionais, estatísticos e matemáticos, busca criar abordagens para identificar esses mirtrons e mostrar onde ele está no palheiro”, explica.

A pesquisa realizada na UTFPR desenvolveu um banco de dados  que organizou e disponibilizou os dados de mirtron em 18 espécies, disponível para acesso público. Além disso, aplicou técnicas de mineração de dados no banco gerado, para elucidar características que possam, num futuro, criar uma ferramenta para identificar mirtrons. Já com a pesquisa, a comunidade, principalmente os biólogos, terão um estudo mais direcionado para identificar o local em que estão nas moléculas, sua função, explorar aplicações para a sociedade, entre outras informações.

Além do concurso da SBC, um dos resultados com o título: "mirtronDB: Uma base de conhecimento Mirtron (a mirtron knowledge base)", foi publicado no periódico Bioinformatics da Oxford com IF de 5.481 e Qualis A1.