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Ervas aromáticas

Projeto propõe a substituição do sal para prevenção da hipertensão arterial

publicado: 19/04/2016 00h00 última modificação: 25/04/2016 17h24

Com a intenção de controlar e prevenir a hipertensão em mulheres adultas, um projeto com plantas desenvolvida no Câmpus Medianeira propôs substituir o sal por ervas aromáticas em nível doméstico. O objetivo foi capacitar mulheres adultas e idosas do município para cultivarem as ervas da melhor maneira e utilizarem no dia a dia.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% da população jovem e de 50% da população idosa adulta brasileira sofrem com a hipertensão arterial, um dos grandes problemas de saúde pública no Brasil. Tendo isso em vista, a proposta da pesquisa foi reduzir o consumo de sódio na alimentação e substituí-lo por ervas aromáticas, a fim de aprimorar o sabor e aroma dos alimentos.

A coordenadora do projeto, professora Sarasphaty Naidoo, ressalta os benefícios da pesquisa. “A terapêutica associada à medicação adéqua uma mudança de hábitos que contribui para a redução de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, como verificado em diversas pesquisas. Além disso, tal combinação reduz o elevado custo social do tratamento da hipertensão e de suas complicações”, afirma.

As ações do projeto foram realizadas durante todo o ano de 2014 e consistiram no treinamento de 100 mulheres, entre agentes comunitárias de saúde, merendeiras, mulheres da comunidade, além dos alunos participantes, que se aprimoraram quanto ao plantio, colheita, armazenamento e utilização das ervas. O grupo também teve contato com o viés empreendedor, já que o projeto possibilitou a comercialização das ervas de forma a contribuir para o orçamento doméstico.

O projeto foi encaminhado ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UTFPR e financiado pela SESu/MEC, com orçamento de R$ 47.420,00. Contou com a colaboração de dois alunos bolsistas e três alunos voluntários, dos cursos de Engenharia de Alimentos, Engenharia de Produção e Engenharia Ambiental, além de dez docentes de áreas diversas.

Nessa mesma linha, atualmente, a professora Sarasphaty orienta alunos do Projeto Rondon quanto à multiplicação de produtos com ervas condimentares e aromáticas, como o sal de ervas, em substituição ao sal, a fim de prevenir a hipertensão arterial, e aguarda o resultado de um projeto similar enviado à chamada Universal CNPq/MCTI.