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Médico do Siass alerta sobre a relação entre tabagismo e Covid-19

Combate ao Fumo

publicado: 29/08/2020 14h48 última modificação: 29/08/2020 14h49
Dia Nacional do Combate ao Fumo é celebrado neste sábado, 29 de agosto (Foto: Freepik)

Dia Nacional do Combate ao Fumo é celebrado neste sábado, 29 de agosto (Foto: Freepik)

Como forma de alertar sobre os riscos do tabagismo, a sociedade brasileira celebra neste sábado, 29 de agosto, o Dia Nacional do Combate ao Fumo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabaco causa diretamente 7 milhões de mortes por ano em todo mundo - número que levou a classificação do tabagismo como uma pandemia. Um cenário já preocupante e que se agrava com o novo coronavírus (Covid-19).

O médico Eduardo Paulucio, do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor UTFPR-IFPR (Siass) explica que, além das mortes diretas, o tabagismo passivo é estimado como a terceira maior causa de morte evitável no mundo, só perdendo para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.

"O tabagismo é um dos principais fatores de risco [para a Covid-19] não somente para contrair a doença, pois o tabagismo ajuda na diminuição da imunidade, mas também na piora da sintomatologia pulmonar, assim como  piora cardiopatias já existentes", comenta.

Além disso, o ato de fumar também facilita a propagação do vírus. "Ao consumir cigarros, o fumante leva a mão a ter contato com o rosto e principalmente os lábios. A mão pode levar o vírus para a boca por ter tocado em alguma superfície contaminada pelo coronavírus. O mesmo vale para cigarros eletrônicos", completa ao destacar que, em qualquer forma de inalação de tabaco, a expiração forçada para jogar a fumaça no ar aumenta quantidade de vírus presente no ambiente.

Em uma possível contaminação pelo coronavírus, o fumante também pode enfrentar complicações no tratamento por conta da capacidade pulmonar já afetada cronicamente devido às cicatrizes que se formam com as infecções e pelos baixos níveis de saturação de oxigênio no sangue. "Além de que, no caso de sobreviver as lesões causadas pelo coronavírus são somadas as lesões pré-existentes decorrentes do tabagismo piorando a qualidade de vida do dependente de nicotina", ressalta Paulucio.

O importante começo

Por ser uma dependência química, o tabagismo apresenta uma série de dificuldades que podem ser superadas com o auxílio profissional e os benefícios que uma vida sem cigarro traz para o indivíduo e para a coletividade.

Ainda, segundo o médico, é normal que os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ir diminuído com o tempo. "O sintoma mais intenso  e mais difícil de se lidar é a chamada fissura, caracterizada por uma grande vontade em fumar. Importante saber que, embora este sintoma persista por mais tempo,  as crises de  vontade intensa  geralmente não duram mais que 5 minutos, e tendem a ir espaçando e ficar menos intensa com o passar do tempo".

"O tratamento objetiva a aprendizagem de um novo comportamento, através da promoção de mudanças nas crenças relacionadas  ao ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais", finaliza.

Sobre o Siaas

Na UTFPR, a promoção da saúde do servidor é realizada pelo Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS), estruturado em parceria com o IFPR. Além da perícia médica, o setor organiza ações que visem a prevenção, a detecção precoce e o tratamento de doenças e, ainda, a reabilitação da saúde, compreendendo as diversas áreas de atuação relacionadas à saúde do servidor.