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UTFPR faz parte do novo NAPI em Emergência Climática

Fundação Araucária

Orçamento para a UTFPR é o segundo maior do projeto e envolve pesquisadores de vários campi
publicado: 01/06/2022 09h19 última modificação: 01/06/2022 20h49
Um dos trabalhos da UTFPR prevê a utilização do EcoTrailer em escolas (Foto: Acervo Pessoal)

Um dos trabalhos da UTFPR prevê a utilização do EcoTrailer em escolas (Foto: Acervo Pessoal)

A UTFPR é uma das instituições participantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Emergência Climática (Napi), com o financiamento da Fundação Araucária. O lançamento oficial do projeto será no dia 06 de junho, em um encontro online entre a Fundação e as instituições participantes. O grupo de trabalho foi criado para discutir ações emergenciais a serem utilizadas para conter problemas causados com as mudanças climáticas.

O objetivo é desenvolver pesquisas interdisciplinares, programas de educação e ferramentas tecnológicas e computacionais capazes de gerar e manter grandes volumes de dados a respeito dos eventos climáticos que vem gerando instabilidades observadas por cientistas em todo planeta. Esses fenômenos de aceleração e intensificação de problemas relacionados ao clima (precipitações, estiagens e ondas de frio e calor associados à agricultura, economia e saúde) são classificados como de emergência. De acordo com o relatório mais atual (AR6) do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), as projeções climáticas indicam que a temperatura do ar próximo da superfície continuará a aumentar nas próximas décadas.

O plano de trabalho foi aprovado para três anos e terá um financiamento de pouco mais de R$ 3,2 milhões. O orçamento para a UTFPR é o segundo maior do projeto com R$ 545,3 mil. O professor do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade (PPGTE) do Campus Curitiba, Eloy Fassi Casagrande Junior, recebeu o convite para participar do grupo de trabalho do professor Francisco Mendonça (UFPR) e reuniu uma equipe de pesquisadores dos campi da Universidade Tecnológica: Tamara Van Kaick (Campus Curitiba); Yara de Souza Tadano e Hugo Valadares Siqueira (Campus Ponta Grossa); Patricia Krecl (Campus Apucarana); Alvaro Boson (Campus Dois Vizinhos); Reginaldo Ré (Campus Campo Mourão); Admir Créso Targino e Jorge Alberto Martins (Campus Londrina).

Além da UTFPR, fazem parte do grupo mais de 50 pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e do Sistema Meteorológico do Paraná (SIMEPAR).

“Essa diversificação geográfica também será importante para a captação de dados abrangentes dos impactos climáticos do Paraná e que servirão de base para a aplicação de políticas públicas e privadas visando a mitigação e a adaptação às mudanças’, explica o professor Eloy Casagrande.

Napi

O objetivo geral é desenvolver estudos e projetos de tecnologia e inovação visando avaliar o impacto das mudanças climáticas no Estado do Paraná, integralizando o inventário da emissão de gases e aerossóis atrelados ao efeito estufa provenientes de atividades urbano-industriais e agropecuárias, bem como a adaptação aos cenários climáticos futuros nos quais os eventos climáticos extremos tendem a se intensificar.

O projeto se alinha com o ODS 11 que tem como objetivo principal: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, até 2030. Para isto o plano está dividido em cinco eixos temáticos: diagnóstico e particularidades das mudanças climáticas no Paraná; impactos das mudanças climáticas na biodiversidade e nas bases ecológicas do território; mitigação das emissões dos gases de efeito estufa e poluentes climáticos de vida curta; adaptabilidade e resiliência humana às mudanças climáticas com avaliação de riscos e vulnerabilidades e ações e perspectivas educacionais no processo de sensibilização e conscientização para o enfrentamento das emergências climáticas no Estado.

O projeto também prevê a promoção de ações de interação e dialogia social, por meio de estratégias de Educação Ambiental e da Comunicação Ambiental dos riscos socioambientais, de forma a estabelecer um amplo processo inovador de “Letramento Climático”, disseminando o conhecimento científico na área e visando a sensibilização, conscientização, motivação e mobilização dos diversos segmentos da população para o enfrentamento da emergência climática no Estado.

Como exemplo de um trabalho a ser desenvolvido pela UTFPR, está a montagem de uma unidade móvel de medição e educação relacionada as emissões poluentes de Curitiba e Região Metropolitana. Batizado de “Eco-Trailer”, esta van levará as escolas estaduais e municipais ensinamentos de como medir estas emissões, assim como soluções sustentáveis para o uso da energia, da água, gestão de resíduos, saneamento, construção, entre outros.

Segundo o professor Eloy Casagrande, o veículo seria como se fosse uma extensão do Escritório Verde (EV), construído há 10 anos no Campus Curitiba. Inaugurado em 2011, o EV, que tem sua construção a seco (wood-frame), demonstrou que a edificação em estrutura de madeira foi capaz de fixar cerca de 10 ton de CO(dióxido de carbono). Assim como seu sistema solar fotovoltaico que, ao longo de dez anos de operação, gerou energia equivalente a quase 24 MWh. “Esta energia gerada demonstra que também foram evitados a emissão de cerca de 10 ton de CO2, ao não usar energia vinda de rede elétrica”, completa.