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Argamassa com vidro reduz emissão de CO2 na atmosfera

Engenharia Ambiental

publicado: 25/04/2019 09h49 última modificação: 25/04/2019 09h49
Pesquisador cria uma nova argamassa produzida a partir de resíduos de vidro

Pesquisador cria uma nova argamassa produzida a partir de resíduos de vidro

O desequilíbrio do clima é um dos principais problemas que o excesso de CO2 na atmosfera pode causar. Uma contribuição para minimizar esse quadro vem da pesquisa do egresso do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA) - Câmpus Apucarana e Londrina -, Alexandre Amado de Moura, que propõe uma nova argamassa produzida a partir de resíduos de vidro.

Com as pesquisas, foi possível reduzir até 20% de cimento, sem que a argamassa perdesse a resistência de compressão.  A explicação, segundo o pesquisador, está na composição química do vidro que possui semelhança com a do cimento. Além disso, o pó de vidro apresentou um alto teor de cálcio, o que torna a superfície mais ativa para reações de hidratação do cimento. 

Outra vantagem dessa composição está no impacto reduzido de emissão de CO2 pelas fábricas de cimento. Isso ocorre porque as fábricas utilizam uma quantidade significativa de clínquer, uma mistura com grande concentração de calcário em sua produção que, ao ser aquecida, transforma parte deste calcário em CO2. 

Os estudos foram orientados pelos professores Alesandro Bail e Murilo Moisés. A pesquisa resultou ainda em uma publicação no periódico Journal of Cleaner Production (JCLEPRO), de nível A1 (classificação do sistema Qualis da Capes). O artigo do pesquisador contou com a participação dos seus orientadores, do professor da Universidade de Guadalajara (México), Gregório Guadalupe Arízaga Carbajal, da aluna de mestrado Luciane Effting e seu orientador César Tarley, ambos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e do empresário parceiro do projeto, Angelo Gracioli.

O estudo também já obteve, em 2018, o primeiro registro de patente de invenção do PPGEA, sob o registro junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com o número BR10201800951.

Agora, as pesquisas já caminham para novos estudos com a utilização da magnetita na argamassa. A magnetita é obtida de resíduo industrial e é um mineral magnético formado por óxidos de ferro. Segundo os pesquisadores, a magnetita também deve aumentar a capacidade de absorção de ondas eletromagnéticas pela argamassa.