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Câmpus Medianeira abriga sensor de rede que pesquisa clima espacial

Magnetômetro

publicado: 22/05/2018 18h29 última modificação: 22/05/2018 18h33
Professores Daiene Schaefer e Fabrício Dalmolin, técnico do Inpe e diretor-geral do Câmpus Medianeira, Flávio Pauli, junto ao magnetômetro instalado

Professores Daiene Schaefer e Fabrício Dalmolin, técnico do Inpe e diretor-geral do Câmpus Medianeira, Flávio Pauli, junto ao magnetômetro instalado

O Câmpus Medianeira abriga, desde abril, o 13º magnetômetro da Rede Embrace de Magnetômetros (Embrace MagNet), o mais recente sensor da rede instalado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Concebida pelo Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do Inpe, a rede investiga o efeito de eventos de clima espacial no campo magnético da Terra sobre a América do Sul.

O objetivo central da rede formada por magnetômetros – instrumentos utilizados em medidas de intensidade de um campo magnético – é estudar particularidades e especificidades das perturbações no campo magnético sobre a América do Sul para determinar a sua intensidade em relação ao que ocorre no resto do mundo. Os possíveis efeitos nocivos do clima espacial em aparelhos eletrônicos e a interação entre partículas solares e o campo magnético terrestre são objetos de estudo dos pesquisadores que compõem a Embrace MagNet.

A previsão é que a rede esteja completa por volta de 2022, quando 23 magnetômetros estarão instalados em 16 estados brasileiros e na Argentina, Chile, México e Uruguai. Para isso, pesquisadores do Inpe trabalham em colaboração com colegas de outras instituições latino-americanas.

Antes da criação da Embrace MagNet, os pesquisadores sul-americanos dependiam de dados fornecidos primordialmente por instituições dos Estados Unidos, Europa e Japão para estudar as perturbações no campo magnético sobre a América do Sul. De acordo com o coordenador-geral de Ciências Espaciais e Atmosféricas do Inpe, Clezio Marcos De Nardin, como estes magnetômetros ficam em outros continentes, a partir de seus dados não é possível determinar os efeitos de perturbações do campo magnético sobre o Brasil.

Magnetômetro na UTFPR

Além de fornecer dados para o Programa Embrace, o magnetômetro instalado no Câmpus Medianeira possibilita que professores da UTFPR usem os dados gerados para pesquisa e ensino locais e participem de trabalhos em parceria com os pesquisadores da Rede Embrace MagNet.

Atualmente os envolvidos com o acordo de cooperação que possibilitou a instalação do magnetômetro no Câmpus Medianeira são os professores Fabrício Dalmolin, Daiene Schaefer e Jaziel Goulart Coelho. “Qualquer câmpus da UTFPR pode fazer parte desta cooperação, assim como de outras que temos, como a com o ICRANet (International Center for Relativistic Astrophysics Network). Para isso, os colegas podem nos contatar ou contatar diretamente os membros cooperados”, esclarece Dalmolin.

Na cooperação com o Programa Embrace, o Câmpus Medianeira tem a expectativa de iniciar ainda este ano uma pesquisa que envolve a realização de um estágio pós-doutoral da professora Daiene Schaefer. “A professora Daiene atua na área de magnetismo e foi delegada a ela a missão de direcionar ações em ensino e pesquisa que façam uso do magnetômetro”, conta Dalmolin.

Com informações da Agência Fapesp