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Grupo analisa qualidade da água e de anfíbios da região

Campos de Palmas

publicado: 12/09/2018 10h50 última modificação: 12/09/2018 10h50

Um grupo de pesquisadores do Câmpus Francisco Beltrão da UTFPR deu início a etapa de campo do projeto que analisa as condições da água e de anfíbios do Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas. O grupo coletou amostras de água do rio Chopim e alguns afluentes, cujas nascentes encontram-se no refúgio. O diagnóstico das análises irá determinar a qualidade da água e avaliar o teor de agroquímicos. A etapa de campo com os anfíbios busca avaliar o possível impacto da ação humana nos anfíbios e, sobretudo, nas espécies ameaçadas de extinção que vivem no local. A pesquisa “Integridade ambiental do Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas: suas águas e seus anfíbios associados” busca a conservação da integridade ambiental da área e seu entorno.

A área do Refúgio é uma unidade de conservação de proteção integral entre os municípios de Palmas e General Carneiro e é formada por propriedades privadas. O seu entorno tem como fonte de renda a agricultura, a qual utiliza agroquímicos que acabam poluindo o solo e as águas do refúgio.

A próxima etapa do projeto será fazer a análise físico-química e microbiológica de agrotóxicos nas amostras coletadas de água. Os resultados servirão para divulgação de ações de educação ambiental. De acordo com o professor do Câmpus, Rodrigo Lingnau, estão previstas produção de materiais e atividades educativas para divulgar informações sobre a biodiversidade de anfíbios do refúgio e a qualidade das águas dos riachos e lagoas de toda a região. “Todas as atividades são feitas em conjunto com os gestores da Unidade de Conservação, desta forma, contribuiremos também na gestão do refúgio”, destaca o pesquisador.

Além do professor Lingnau, participam do projeto os professores Ivane Benedetti Tonial e Elisangela Düsman (Departamento Acadêmico de Química e Biologia); Ana Paula de Oliveira e Juan Carlos Pokrywiecki (Departamento Acadêmico de Engenharia Química); Fernando Cesar Manosso e Ticiane Sauer Pokrywiecki (Departamento Acadêmico de Engenharia Ambiental), e alunos de graduação e pós-graduação dos cursos ofertados no Câmpus Francisco Beltrão.

A pesquisa faz parte das propostas aprovadas na Chamada CNPq/ICMBio/FAPs denominada “Pesquisa em Unidades de Conservação da Caatinga e Mata Atlântica”, lançada em 2017 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e fundações estaduais de amparo à pesquisa.