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Pesquisadora cria reator para o tratamento de efluentes com excesso de nitrogênio amoniacal

Agropecuária

publicado: 17/10/2018 08h35 última modificação: 17/10/2018 08h36
imagem do reator criado pela pesquisadora

imagem do reator criado pela pesquisadora

Uma pesquisa realizada pela professora do Câmpus Dois Vizinhos, Marina Celant De Prá, criou um reator capaz de remover o nitrogênio dos efluentes através de bactérias com atividade Anammox. O reator, denominado de NITRAMMOX, é capaz de retirar a mesma carga de nitrogênio utilizando somente um terço do recurso de tecnologias convencionais existentes e é considerado uma tecnologia revolucionária para o tratamento de águas residuárias.

“É uma alternativa nova e mais eficiente em termos de energia quando comparada a sistemas convencionais de remoção biológica de nitrogênio, pois requer muito menos oxigênio”, explica a professora.

A configuração do reator, cujo pedido de patente já está tramitando, permite uma operação com baixos níveis de oxigênio, sem que se tenha a formação de zonas mortas na biomassa. Além disso, com o uso dessa tecnologia de forma contínua, o reator fica compacto, ocupando 50% menos espaço para implantação do que os convencionais.

O processo comprovou ter uma alta eficiência de remoção de nitrogênio amoniacal, chegando a 95%, atingindo baixas concentrações desse nutriente no efluente final, menor que 15 mg/l, e uma redução de até 90% de emissão de CO2.

Outra vantagem do NITRAMMOX é que ele permite o reuso da água, já que o nível de remoção do nitrogênio atingiu grande eficiência, fornecendo uma forma sustentável, eficiente e simples para remoção do nitrogênio amoniacal no Brasil.  

A pesquisa foi tema da tese de doutorado de Marina De Prá e recebeu a indicação de menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2018, na área de Engenharias II. O estudo foi orientado pelos professores Hugo Moreira Soares e Airton Kunz da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Embrapa Suínos e Aves, respectivamente.