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Pedidos de proteção intelectual da UTFPR batem novo recorde

Destaque

publicado: 29/10/2018 11h39 última modificação: 29/10/2018 12h16
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A UTFPR já bateu o seu recorde de pedidos de proteção intelectual, em um mesmo ano, neste mês de outubro de 2018. A instituição já ultrapassou a marca de 100 pedidos, o maior já registrado em um só ano desde que as ações na área de propriedade intelectual começaram a ser implantadas na instituição, em 2002. Só no último mês de setembro, já haviam sido registrados 330 pedidos de proteção intelectual. Devido a esse resultado, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), selecionou a Universidade Tecnológica para participar da Conferência Mundial de Propriedade Intelectual em Genebra, Suíça, realizado neste mês de outubro. Apenas três instituições brasileiras foram escolhidas: UTFPR, UFRGS e UFMG. A Universidade Tecnológica está entre as principais instituições em matéria de propriedade intelectual da América Latina (Brasil, Chile e México).

Em comparação com ano de 2016, o aumento no número de pedidos na UTFPR, em 2017, foi de 187% e, até o mês de setembro deste ano, estava em mais de 200%.

Entre as patentes já conquistadas em 2018, uma está no Câmpus Cornélio Procópio e outra no Câmpus Curitiba. Em Cornélio, a patente é a referente ao “Sistema Eletromecânico de fertilização a taxa variável georreferenciada para máquinas agrícolas”, cujo objetivo é formular, dosar e aplicar fertilizantes químicos na forma sólida a taxas variáveis e de maneira localizada, ou seja, aplicar o elemento químico necessário, no local exato e na quantidade ideal para a nutrição da planta, no momento da semeadura, ou no pré e pós plantio.

Já a do Câmpus Curitiba é “Composições fitopraguicidas sinérgicas a partir da combinação de extratos de annonaceae e piperaceae e processos de utilização contra aedes aegypti e outras pragas” e se refere à formulação, a partir das sementes de graviola (Annona muricata) e de frutos de pimenta-do-reino (Piper nigrum), bem como de outras partes botânicas, em diferentes combinações larvicidas sinérgicas contra o vetor da dengue, febre amarela, Aedes aegypti e seu assemelhado Aedes albopictus, bem como outras pragas, como alternativa aos praguicidas obtidos sinteticamente e que podem ser danosos ao meio ambiente. Esta patente foi conquistada em cotitularidade com a UFPR.

No ranking do INPI, a UTFPR aparece como a Universidade com mais benefícios concedidos. De acordo o diretor da Agência de Inovação (Agint), Gilberto Branco, os resultados refletem as ações realizadas pela Agência em conjunto com os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) dos câmpus, com apoio da Pró-Reitoria de Relações Empresariais e Comunitárias (Prorec).

Segundo Branco, além de continuar atuando para aumentar os números de pedidos e de concessões de registros e patentes, a Agint também busca ampliar suas ações em outra área: “Hoje o nosso maior desafio está na transferência de tecnologia”, afirma. Para isso, a Agint possui editais de chamamento abertos para licenciamento de direito de uso e de exploração exclusiva de criações protegidas.