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'Reaproveitamento de Vidro' permite novo depósito de patente
publicado: 24/06/2019 14h46 última modificação: 24/06/2019 16h23
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Curva de crescimento de bactérias

O Pedido de patente - nº BR 10 2019 012514 4 - trata de um processo de síntese do material vitrocerâmico, que é baseado na obtenção de fases cristalinas com ação biocida pelo tratamento térmico/sinterização a determinadas temperaturas de resíduos vítreos, previamente moídos, lavados e secos. 

Desse modo, o material obtido pelo processo transforma o vidro usado, proveniente de descarte/resíduo ou vidro novo,  que normalmente não apresenta capacidade bactericida, em um material antimicrobiano.

A patente é resultado da dissertação de mestrado da aluna Laísa Caroline Schossler Belusso, do Mestrado em Processos Químicos e Biotecnológicos (PPGQB), na linha de pesquisa em Desenvolvimento e Aplicação de Materiais, que foi orientada pelo professor Ricardo Schneider e co-orientada pelo professor Rafael A. Bini.

Ademais, o resultado reportado na patente é decorrente do desenvolvimento de aplicações para resíduos vítreos, cujo projeto inicial é vencedor do VII Prêmio 3M de Estudantes Universitários, que abriu a possibilidade de estudo de outras aplicações do vidro, além da aplicação em materiais da indústria civil. 

Esses resultados, reportados na patente,  serviram como base e referencial histórico/produtivo para equipe submeter o projeto "Reaproveitamento de Resíduos Vítreos de Aterros Sanitários: solução ambiental e geração de renda" que foi aprovado na Seleção de Projetos 2019 do Ministério da Justiça e Segurança Pública com aproximadamente R$ 2,93 milhões.

Para o professor Ricardo Schneider, "o registro de propriedade intelectual é o resultado de trabalho realizado com outros pesquisadores e universidades, e é uma conquista obtida pelo Grupo de Polímeros e Nanoestruturas (Gpan) do campus Toledo da UTFPR", declara o líder do grupo.

O Gpan conta com a participação de alunos dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Eletrônica, Tecnologia em Processos Químicos e do Programa de Pós-Graduação em Processos Químicos e Biotecnológicos. A elaboração da patente contou também com a participação dos seguintes professores: Kelen Menezes Flores Rossi de Aguiar, Rafael Admar Bini, Alberto Yoshihiro Nakano e Felipe Walter Dafico Pfrimer.