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Projeto do Curso de Licenciatura em Letras foi escolhido, nacionalmente, entre os finalistas do Prêmio Rubens Murillo Marques, da Fundação Carlos Chagas
publicado: 20/11/2018 10h02 última modificação: 20/11/2018 10h09

A UTFPR - Câmpus Pato Branco recebeu, nos dias 25 e 26 de outubro, a visita dos pesquisadores da Fundação Carlos Chagas, doutora Walkiria Rigolon e Rodnei Pereira, para conversar com a equipe de professores do Departamento Acadêmico de Letras (DALET), que coordenam o projeto de Extensão “Oficina de Leitura, Escritura e Reescritura de Artigos de Opinião”. 

A Oficina foi inscrita no concurso ao Prêmio Rubens Murillo Marques, que é uma iniciativa da Fundação Carlos Chagas para valorizar e divulgar experiências educativas inovadoras, propostas e realizadas por docentes dos cursos de Licenciatura na formação de professores para a educação básica do Brasil. Foi por meio desse concurso que os pesquisadores da Carlos Chagas entraram em contato com esse projeto da Oficina, pois ele ficou entre os dez finalistas do referido prêmio, entre projetos do Brasil todo. 

Os pesquisadores da referida Fundação estão fazendo um estudo intitulado “Ensinando professores a ensinar: um estudo sobre práticas formativas na formação inicial docente” sob a responsabilidade da pesquisadora Gabriela Miranda Moriconi, da Fundação Carlos Chagas, em parceria com a pesquisadora Katherine K. Merseth, de Harvard University.

                                           

A Oficina de Leitura, Escritura e Reescritura de Artigo de Opinião iniciou no primeiro semestre de 2015, na UTFPR - Câmpus Pato Branco, tendo sua penúltima edição ministrada em 2018/1 pelos professores doutores Anselmo Pereira de Lima e Letícia Lemos Gritti, com o apoio do CNPq. Trata-se de um projeto de extensão, que engloba pesquisa e ensino também. 

Na oficina, os participantes são convidados a escrever sobre um tema polêmico de sua escolha, o qual será tema em todos os encontros, para produção do gênero Artigo de Opinião. Na oficina trabalham-se desde técnicas de aperfeiçoamento da escrita até o recebimento de versões dos textos corrigidos e analisados para melhorar o aprendizado da escrita. Os encontros, no primeiro semestre de 2018, foram gravados com equipamentos adquiridos com auxílio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), concedido ao professor Dr. Anselmo Pereira de Lima, por meio de uma chamada Universal. 

Os dados foram coletados por meio de softwares, o Inputlog e o Screenhunter, no qual as telas dos computadores foram gravadas, isso auxiliou os professores e os pesquisadores bolsistas a coletarem informações sobre a escrita e a reescrita, estudando o porquê de cada modificação que o participante fez no texto, além de outras dificuldades que surgiram durante a produção textual.

                                         

A oficina conta com uma equipe de acadêmicos ao longo desses 4 anos, que já fizeram a oficina e depois replicam-na. No primeiro semestre de 2018, foi ministrada nas sextas-feiras, das 14h às 17h na sala V003 do Bloco V. A oficina teve duração de sete semanas e ocorreu com o apoio dos acadêmicos Maria Eduarda Castanha (bolsista de extensão PROREC) e Matheus Aniecevski (bolsista de iniciação científica CNPq, ambos sob orientação do Prof. Dr. Anselmo), do 5° período, e Gabriela Aiolfi, do 8° período do curso de Licenciatura em Letras Português-Inglês. Mas, a equipe já contou com os seguintes acadêmicos que também  ministraram oficinas: Janaina Zanin, Silvana Giongo, Giseli Gotz, Emanuelle Pereira e Cristina Vicari. 

Embora os participantes da penúltima edição tenham sido alunos do terceiro ano do ensino médio, a oficina já foi ministrada algumas vezes para alunos do primeiro período do curso de Letras e para outros anos do Colégio Estadual La Salle e do Colégio Estadual Agostinho Pereira. Atualmente, a turma de cursistas é composta por alunos do primeiro período de Letras e por alunos do segundo ano do La Salle. 

Os pesquisadores entrevistaram presencialmente os professores da Oficina, Letícia e Anselmo, assim como a Chefe do Departamento de Letras e a equipe dos 8 acadêmicos que fizeram parte do projeto ministrando oficinas também. A conversa foi toda gravada para posterior análise dos dados e publicações nacionais e internacionais. As perguntas versaram sobre o funcionamento da oficina, sua ideia inicial, os benefícios que traz tanto aos acadêmicos envolvidos no projeto (futuros professores que aprendem a ensinar na prática), quanto aos alunos participantes do curso que aprendem a escrever.

                                        

Após as entrevistas, os pesquisadores relataram que a visão dos professores e dos acadêmicos é da mesma perspectiva, com ênfase aos relatos dos alunos que afirmaram que esta foi a melhor experiência de docência que o curso proporcionou, além de aprenderem a escrever com eficiência a maior parte de outros gêneros discursivos formais. 

Para a professora Letícia, “o desenvolvimento desse projeto é uma satisfação, pois é o reconhecimento de um trabalho de quatro anos ininterruptos em prol da formação intelectual e pedagógica de nossos acadêmicos, futuros professores e também dos cursistas, além da formação crítica e de escrita dos alunos da rede estadual básica de ensino”. 

Receber a visita/integrar a indicação ao prêmio representa “reafirmar a importância dos resultados a que chegamos, com muito esforço e persistência e perceber que, nacionalmente, dentre tantos projetos inscritos fomos destaque entre os dez melhores”, declarou Letícia. 

Como a Oficina é de fluxo contínuo, assim seguiu mais uma edição nesse segundo semestre de 2018, com oito encontros e término em início de novembro. Com relação aos dados gerados por ela, há dois projetos de pesquisa em andamento, quatro TCCs já foram finalizados, juntamente com uma dissertação de mestrado em andamento. É a pesquisa, extensão e ensino fazendo seu papel para a comunidade interna e externa à Universidade.